DANCING ELDORADO

RELEASE

Praça Tiradentes, década de 1950.  Na esquina da Rua do Teatro está o sobrado onde funciona o famoso “DANCING ELDORADO”, casa noturna frequentada por artistas como Braguinha, Orlando Silva, Jamelão, Pixinguinha, Ciro Monteiro, Mario Lago, Elizeth Cardoso, entre outros. Por ali circulam, além de músicos e boêmios, as chamadas táxi girls, mulheres que durante o dia trabalham como vendedoras, domésticas, manicures, e que à noite se tornam dançarinas de aluguel. E ninguém melhor do que “elas” para trazer à luz do presente as histórias, lendas, personagens e costumes de toda uma época no musical “DANCING ELDORADO”, que estréia no dia 22 de julho no local exato em que tudo aconteceu – e onde hoje funciona o Centro Cultural Carioca, com o patrocínio da Oi.
 
Com texto de Rodrigo de Roure, roteiro de Isnard Manso (diretor do CCC que também assina coreografia e pesquisa) e direção de Marcelo Ribas, "DANCING ELDORADO" é um espetáculo de dança, teatro, música e vídeo que foca a condição de ser mulher numa Praça Tiradentes em decadência. O roteiro foi construído a partir de depoimentos de homens e mulheres que frequentaram ou trabalharam nos dancings, e também as histórias e casos relembrados por personalidades como Jorge Doria e de anônimos como “Jovenito picotador” que trabalhou no Eldorado – estes, exibidos em vídeo ao longo do espetáculo.
 
“DANCING ELDORADO” revela as características e os hábitos mais marcantes vistos num dancing, local onde o homem não precisava temer a rejeição da dama. Havia o picotador de cartão, encarregado de marcar as cartelas que todos recebiam na entrada do baile. A cada troca de pares, ele picotava o cartão. Na saída, as mulheres recebiam o devido dinheiro por cada marcação que conseguiam, enquanto os homens pagavam pelas damas que traziam para a pista.
 
“a história é de quem conta. ela está gravada nos pequenos cantos, nas poeiras esquecidas, nas tintas descascadas”

Entre as histórias revividas no musical, uma das mais marcantes é a do “nascimento” de “Carinhoso”. A cantora Heloísa Helena, amiga da Sra. Darcy Vargas, vai ao Eldorado em busca de Braguinha que prometeu uma música inédita para seu show beneficente. Nesse momento o compositor entrega à cantora uma canção letrada por ele, que era mais um choro de Pixinguinha, gravado apenas em versão instrumental.
 
Baseado em fatos reais e fictícios, o “DANCING ELDORADO” apresenta a luta de mulheres que à noite, dançando de aluguel, além de defender um vil metal a mais em seu já minguado orçamento acalentavam a esperança de encontrar um cliente distinto que por elas se apaixonasse e as tirasse daquela vida. 
 
Áurea Martins, cantora do Dancing Avenida e Mestre Darcy da Cruz, trompetista que teve seu primeiro emprego no Eldorado dos anos 50, estão entre os músicos da orquestra que toca no espetáculo.

 

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